Árvores na vegetação nativa de Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul

Martin Grings, Paulo Brack

Resumo


Existem poucos levantamentos florísticos com ênfase em um município, unidade política que possui potencial para desenvolver diversas ações de gestão ambiental. O presente trabalho teve como objetivo inventariar as espécies arbóreas nativas do município de Nova Petrópolis, descrevendo as principais fitofisionomias, subsidiando trabalhos futuros. Encontraram-se 194 espécies de árvores pertencentes a 60 famílias, distribuindo-se em seis fitofisionomias: matas de encosta inferior, matas de encosta superior, matas com araucária, matas de borda de chapada, matas brejosas e matas ripárias. A riqueza de espécies corresponde a 37% das espécies arbóreas encontradas no Estado do Rio Grande do Sul. Enfatiza-se a necessidade de proteção destas fitofisionomias e de suas espécies, principalmente as matas de borda de chapada, que possuem maior concentração de espécies restritas e ameaçadas, e das matas ripárias pela sua importância na proteção das margens de cursos d’água

Palavras-chave


florística, flora nativa, fitofisionomia, conservação, riqueza arbórea.

Texto completo:

PDF

Referências


APG II. 2003. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants. APG II. Botanical Journal of the Linnean Society, n. 141, p. 399-436.

BACKES, A.; NARDINO, M. 2001. Nomes populares e científicos de plantas do Rio Grande do Sul. 2. ed. São Leopoldo: Editora Unisinos. p. 202.

BRACK, P.; RODRIGUES, R.S.; SOBRAL, M.; LEITE, S.L.C. 1998.Árvores e arbustos na vegetação natural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Iheringia, Série Botânica, v. 51, n. 2, p. 139-166.

BRACK, P. 2002. Estudo fitossociológico e aspectos fitogeográficos em duas áreas de floresta atlântica de encosta no Rio Grande do Sul. 134f. Tese (Doutorado em Botânica) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.

BUDKE, J.C.; GIEHL, E.L.H.; ATHAYDE, E.A.; EISINGER, S. M.;. ZÁCHIA, R.A. 2004. Florística e fitossociologia do componente arbóreo de uma floresta ribeirinha, arroio Passo das Tropas, Santa Maria, RS, Brasil. Acta Botânica Brasílica, v. 18, n. 3, p. 581-589.

BUDKE, J.C.; ATHAYDE, E.A.; GIEHL, E.L.H.; ZÁCHIA, R.A.; EISINGER, S.M. 2005. Composição florística e estratégias de dispersão de espécies lenhosas em uma floresta ribeirinha, arroio Passo das Tropas, Santa Maria, RS, Brasil. Iheringia, Série Botânica, v. 60, n. 1, p. 17-24.

DANIEL, A. 1991. Estudo fitossociológico arbóreo/arbustivo da mata ripária da bacia hidrográfica do rio dos Sinos, RS. Pesquisas, Botânica, n. 41, p. 15-199.

EMBRAPA. 1992. Normais climatológicas (1961-1990). Brasília:Ministério da Agricultura Reforma Agrária.

FILGUEIRAS, T.S.; NOGUEIRA, P.E.; BROCHADO A.L.; GUALA II, G.F. 1994. Caminhamento – Um método expedito para levantamentos florísticos qualitativos. Cadernos de Geociências, n. 12, p. 39-43.

GRINGS, M. 2005. Estrutura e composição florística de um remanescente florestal no centro da cidade de Nova Petrópolis, RS, com foco na sua conservação. In: SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 17, 2005, Porto Alegre. Livro de Resumos. Porto Alegre: UFRGS. p. 475.

HORBACH, R.; KUCK, L.; MARIMON, R.G.; MOREIRA, H.L.; FUCK, G.F.; MOREIRA, M.L.A.; MARIMON, M.P.C.; PIRES, J.L.; VIVIAN, O.; MARINHO, D.A.; TEIXEIRA, W.; 1986. Geologia. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Folha SH.22 Porto Alegre e parte das folhas SH.24 Uruguaiana e SI.22 Lagoa Mirim. Rio de Janeiro. p. 29-312. (Levantamento de Recursos Natu-

rais, 33).

JARENKOW, J.A. 1994. Estudo fitossociológico comparativo entre duas áreas com mata de encosta no Rio Grande do Sul. 125f. Tese (Doutorado em Botânica) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.

JARENKOW, J.A.; Waechter , J.L. 2001. Composição, estrutura e relações florísticas do componente arbóreo de uma floresta estacional no Rio Grande do Sul, Brasil. Revista brasileira de Botânica, v. 24, n. 3, p. 263-272.

JURINITZ, C.F.; JARENKOW, J.A. 2003. Estrutura do componente arbóreo de uma floresta estacional na Serra do Sudeste, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista brasileira de Botânica, v. 26, n. 4, p.475-487.

JUSTUS, J.O.; MACHADO, M.L.A.; FRANCO, M.S.M. 1986. Geomorfologia. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Folha SH.22 Porto Alegre e parte das folhas SH.24 Uruguaiana e SI.22 Lagoa Mirim. Rio

de Janeiro. p. 313-404. (Levantamento de Recursos Naturais, 33).

KAGEYAMA, P.; GANDARA, F.B. 2001. Recuperação de áreas ciliares. In: RODRIGUES, R.R.; LEITÃO FILHO, H. de F. Matas ciliares: conservação e recuperação. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. p. 320.

KLEIN, R.M. 1983a. Aspectos fitofisionômicos da floresta estacional na fralda da Serra Geral (RS). In: CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA, 34, 1983, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre, v. 1, p. 73-110.

KLEIN, R.M. 1983b. Importância sociológica das mirtáceas nas florestas riograndenses. In: CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA, 34, 1983, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre. v. 2, p. 367-375.

LEI FEDERAL 4.771/1965. Código Florestal. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4771.htm, acessado em 04/11/2008.

LINDENMAIER, D. de S.; BUDKE, J.C. 2006. Florística, diversidade e distribuição espacial das espécies arbóreas em uma floresta estacional na bacia do rio Jacuí, sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 57, p. 193-216.

MATTOS, J.R. et al. 1986. Contribuição ao conhecimento da flora do Parque da Femaçã de Veranópolis. Loefgrenia, n. 89, p. 1-8.

MOLZ, M. 2004. Florística e estrutura do componente arbóreo de um remanescente florestal na bacia do rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil. 62f. Dissertação (Mestrado em Botânica) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Moreno , j.a. 1961. Clima do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Secretaria da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul. 42 p.

NARVAES, I. da S.; BRENA, D.A.; LONGHI, S.J. 2005. Estrutura da regeneração natural em Floresta Ombrófila Mista na Floresta Nacional de São Fransisco de Paula, RS. Ciência Florestal, v. 15, n. 4, p. 331-342.

NASCIMENTO, A.R.T.; LONGHI, S.J.; BRENA, D.A. 2001. Estrutura e padrões de distribuição espacial de espécies arbóreas em uma amostra de Floresta Ombrófila Mista em Nova Prata, RS. Ciência Florestal, v. 11, n. 1, p. 105-119.

NETO, R.M.R.; WATZLAWICK, L.F.; CALDEIRA, M.V.W.; SCHOENINGER, E.R. 2002. Análise florística e estrutural de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista Montana, situado em Criúva, RS – Brasil. Ciência Florestal, v. 12, n. 1, p. 29-37.

PEDRALLI, G.; IRGANG, B.E. 1982. Estudos sobre a composição florística das formações vegetais da borda da Serra Geral: I. Município de Bento Gonçalves, estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Roessléria, v. 4, n. 2, p. 136-144.

PEDRALLI, G.; IRGANG, B.E. 1984. Estudos sobre a com-

posição florística das formações vegetais da borda da Serra Geral: II. Município de Bento Gonçalves, estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Agros, v. 19, n. 1/4, p. 59-67.

QUINTAS, A.T.; PORTO, M.L.; PETERSEN, S.R.V; GIRARDI, A.M.M.; KRAUSE, L. 1973. Levantamento Zoobotânico do Parque Caracol, Canela-RS. Canela: CRTUR/Projeto Rondon. p. 78.

RAMBO, B. 1950. A porta de Torres. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues, v. 2, p. 9-20.

______. 1956. A fisionomia do Rio Grande do Sul. 2. ed. rev. Porto Alegre: Selbach. 471p. (Jesuítas no Sul do Brasil, 6).

______. 1961. Migration routes of the South Brazilian rain forest. Pesquisas, Botânica, n. 12, p. 5-53.

REITZ, R. et al. 1983. Projeto Madeira do Rio Grande do Sul. Sellowia, n. 34/35, p. 1-525.

RIO GRANDE DO SUL. 2003. Decreto n° 42.099 de 31 de dezembro de 2002. Declara as espécies da flora nativa ameaçadas de extinção no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. Diário Oficial Estado [do] Rio Grande do Sul, Porto Alegre, jan. 2003, v. 42, n. 1.

ROSSONI, M.G. 2003. Fenologia de espécies arbóreas e arbustivas em fragmento de floresta ombrófila densa, município de Dom Pedro de Alcântara, RS – Brasil. 77f. Dissertação (Mestrado em Botânica) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

SCHULTZ, A. 1975. Os nomes científicos e populares das plantas do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: PUCRS; Emma. p. 164.

SOBRAL, M. 1984. Neomitranthes gemballae (Legr.) Legr. (Myrtaceae): nova ocorrência para o Rio Grande do Sul, Brasil. Iheringia, Série Botânica, n. 32; p. 9-13.

SOBRAL, M.; JARENKOW, J.A.; BRACK, P.; IRGANG, B.E.; LAROCCA, J.; RODRIGUES, R.S. 2006. Flora arbórea e arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. São Carlos: RiMa/Novo Ambiente. 350p.

STRECK, E.V; KÄMPF, N.; DALMOLIN, R.S.D.; KLAMT, E.; NASCIMENTO, P.C.; SCHNEIDER, P. 2002. Solos do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Ed. da Universidade UFRGS. 107p.

TABARELLI, M. 1992. Flora arbórea da floresta estacional baixo-montana no município de Santa Maria, RS, Brasil. In: CONGRESSO NACIONAL SOBRE ESSÊNCIAS NATIVAS, 2, 1992, São Paulo. Anais... São Paulo. p. 260-268.

TEIXEIRA, M.B.; NETO, A.B.C.; PASTORE, U.; RANGEL FILHO, A.L.R. 1986. Vegetação. As regiões fitoecológicas, sua natureza e seus recursos econômicos. Estudo fitogeográfico. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Folha SH.22 Porto Alegre e parte das folhas SH.24 Uruguaiana e SI.22 Lagoa Mirim. Rio de Janeiro. p. 541-632. (Levantamento de Recursos Naturais, 33).

VACCARO, S.; LONGHI, S.J.; BRENA, D.A. 1999. Aspectos da composição florística e categorias sucessionais do estrato arbóreo de três subseres de uma floresta estacional decidual, no município de Santa Tereza, RS. Ciência Florestal, v. 9, n. 1, p. 1-18.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Caros pesquisadores,

A revista Iheringa, Série Botânica está aberta à submissão de manuscritos. No entanto, alertamos que a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul encontra-se sob ameaça de extinção pelo PL n° 246/16 encaminhado e aprovado na Assembleia Legislativa, o que poderá comprometer a publicação dos artigos.

Atenciosamente,

Corpo Editorial.

 

Dear Researchers,

The magazine Iheringia, Série Botânica is open to submit manuscript. However, we warn that the Zoobotanical Foundation of Rio Grande do Sul is under threat of extinction by PL no. 246/16 sent and approved in the Legislative Assembly, we were obliged to temporarily interrupt the receipt of manuscripts to the Journal.

Yours sincerely,

Editorial Board.


ISSN: 2446-8231

Indexadores: Aquatic Sciences and Fisheries Abstract (ASFA) | Biological Abstract | Biosis Previews | Google Acadêmico | Latindex | Qualis-CAPES | Scopus | Web of Science – Institute for Scientific Information (ISI)