Levantamento florístico da família Asteraceae na “Casa de Pedra” e áreas adjacentes, Bagé, Rio Grande do Sul

Mara Rejane Ritter, Luís Rios de Moura Baptista

Resumo


A família Asteraceae é cosmopolita, mas melhor representada nas regiões temperadas e
subtropicais do mundo. No Rio Grande do Sul ocorre um grande número de espécies, sobretudo nas regiões campestres. A região de “Casa de Pedra”, localizada no município de Bagé, caracteriza-se por apresentar formações rochosas que se destacam na paisagem de relevo ondulado. A composição florística desta localidade foi estudada e para isso coletaram-se representantes da família, que se encontravam em floração, em todos os ambientes e em diferentes épocas do ano. Foram encontradas 87 espécies de 47 gêneros, distribuídas em 12 tribos. A grande maioria são ervas (47) e subarbustos (28). Um maior número de espécies foi encontrado em beiras de estrada, em campos com afloramentos rochosos e em campos pastados com 47, 30 e 25 espécies, respectivamente. Na primavera e no verão foi encontrado o maior número de exemplares floridos, destacando-se Heterothalamus allienus Kuntze, espécies de Baccharis e de Senecio. Duas espécies encontradas no local, Mikania capricorni B.L. Rob. e M. variifolia Hieron., estão citadas como vulneráveis na lista de plantas ameaçadas no Rio Grande do Sul. O grande número de espécies de Asteraceae encontradas confirma a importância
da família no Estado. 


Palavras-chave


Asteraceae, Rio Grande do Sul, Brasil, Flora.

Texto completo:

PDF

Referências


BREMER, K. 1994. Asteraceae, cladistics & classification. Portland: Timber Press. 752 p.

CABRERA, A. L.; KLEIN, R. M. 1989. Compostas (Eupatorieae). Flora Ilustrada Catarinense, Comp., Itajaí. p.649-750.

CABRERA, A. L. et al. 2000. Catálogo Ilustrado de las Compuestas (= Asteraceae) de la Província de Buenos Aires, Argentina: sistemática, ecología y usos. La Plata: Secretaria de Politica Ambiental. 136p.

FERNANDES, I.; BAPTISTA, L. R. M. 1999. Inventário da flora vascular rupestre e para-rupestre de “Casa de Pedra”, Bagé, Rio Grande do Sul. Pesquisas. Botânica, São Leopoldo, n. 49, p. 53-70.

GIRARDI-DEIRO, A. M.; GONÇALVES, J. O. N.; GONZAGA, S. S. 1992. Campos naturais ocorrentes nos diferentes tipos de solo no município de Bagé, RS. 2: fisionomia e composição florística. Iheríngia, série Botânica, Porto Alegre, n. 42, p. 55-79.

MATZENBACHER, N. I. 1985. Levantamento florístico preliminar das Compostas da fazenda São Maximiano, Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil. Comunicações do Museu de Ciências da PUCRS, série Botânica, Porto Alegre, v. 37, p. 115-127.

______. 1998. O complexo “Senecionóide” (Asteraceae- Senecioneae) no Rio Grande do Sul, Brasil. 274f. Tese (Doutorado em Ciências) – Programa de Pós-Graduação em Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

MONDIN, C. A. 1996. A tribo Mutisieae Cass. (Asteraceae), sensu Cabrera, no Rio Grande do Sul e suas relações biogeográficas. 166f. Dissertação (Mestrado em Botânica) – Programa de Pós-Graduação em Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

MONDIN, C. A.; BAPTISTA, L. R. M. 1996. Relações biogeográficas da tribo Mutisieae Cass. (Asteraceae), sensu Cabrera, no Rio Grande do Sul. Comunicações do Museu de Ciências da PUCRS, série Botânica, Porto Alegre, v. 2, n. 1, p. 49-152.

MUELLER-DOMBOIS, D.; ELLENBERG, H. 1974. Aims and Methods of Vegetation Ecology. New York: Wiley, 547 p.

NAKAJIMA, J. N. 2000. A família Asteraceae no Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil. 467f. Tese (Doutorado em Botânica). Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

RAMBO, B. 1952. Análise geográfica das compostas sul-brasileiras. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues, Itajaí, v. 4, p. 87-160.

______. 1956. A fisionomia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Livraria Selbach. 471p.

______. 1960. Die europäischen Unkräuter in Südbrasilien. Sellowia, Itajaí, v. 12, p. 45-78.

RIO GRANDE DO SUL 2003. Decreto n° 42.099 de 31 de dezembro de 2002. Declara as espécies da flora nativa ameaçadas de extinção no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. Diário Oficial Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 42, n. 1.

RITTER, M. R. 2002. Taxonomia e biogeografia do gênero Mikania Willd. (Asteraceae-Eupatorieae) no Rio Grande do Sul, Brasil. 335f. Tese (Doutorado em Ciências) – Programa de Pós-Graduação em Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN: 2446-8231

Indexadores: Aquatic Sciences and Fisheries Abstract (ASFA) | Biological Abstract | Biosis Previews | Google Acadêmico | Latindex | Qualis-CAPES | Scopus | Web of Science – Institute for Scientific Information (ISI)