Aspectos ecofisiológicos de dez espécies em uma área de caatinga no município de Cabaceiras, Paraíba, Brasil

Elizamar Ciríaco da Silva, Rejane Jurema Mansur Custódio Nogueira, André Dias de Azevedo Neto, Júlio Zoe de Brito, Edna Lopes Cabral

Resumo


Este trabalho teve como objetivo avaliar a transpiração (E), a resistência difusiva (Rs), a
temperatura foliar (Tf), e o teor de prolina nas folhas em dez espécies da caatinga, no início da estação seca, em Cabaceiras, Paraíba, Brasil. Utilizou-se um delineamento experimental inteiramente casualizado, em um arranjo fatorial entre dez espécies (Capparis flexuosa, Ziziphus joazeiro, Schinopsis brasiliensis, Croton sonderianus, Bauhinia cheilantha, Caesalpinia pyramidalis, Maytenus rigida, Aspidosperma pyrifolium, Croton campestris e Jatropha pohliana) e quatro horários de avaliação (7, 10, 13 e 16 horas), com quatro repetições. Em geral a Tf manteve-se acima da temperatura do ar (Tar) em todas as avaliações. Foram observadas diferenças na magnitude dos valores de E entre espécies e horários de avaliação. C. flexuosa apresentou os maiores valores de E às 10 e 13 horas e os mais baixos valores foram observados em C. campestris e J. pohliana, sendo esta última espécie a que também apresentou as mais elevadas Rs. Variação nos teores de prolina nas folhas foi observada, sendo C. pyramidalis, B. cheilantha. e C. campestris as espécies que apresentaram maiores concentrações desse aminoácido. As espécies estudadas utilizam diferentes mecanismos para sobreviver a períodos de déficit hídrico, através do controle estomático e ajustamento osmótico. 


Palavras-chave


caatinga, transpiração, resistência difusiva, prolina.

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ISSN: 2446-8231

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